Investigação diagnóstica
Quando existe hipótese a confirmar ou descartar, como TDAH, TEA ou quadros de humor e ansiedade, e o quadro precisa ser descrito com precisão.
Ela não existe para rotular. Existe para responder, com método e instrumentos validados, a uma pergunta específica que alguém precisa responder.
Respondemos de segunda a sexta, das 8h às 18h.
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Existe uma confusão comum entre aplicar testes e avaliar. Aplicar um teste produz um número. Avaliar produz uma resposta a uma pergunta, e uma resposta só se sustenta quando vem de várias fontes que apontam para a mesma direção.
Por isso toda avaliação começa por uma etapa que parece burocrática e é decisiva: transformar a demanda em pergunta avaliativa. Alguém chega dizendo que quer saber se tem alguma coisa. A pergunta útil é outra: o que está atrapalhando, em que contextos, desde quando, e o que já foi descartado.
Da pergunta nascem as escolhas técnicas. Quais instrumentos, quantas entrevistas, quais fontes complementares, qual documento será produzido no final. Nada disso é decidido por hábito de consultório. É decidido pela pergunta.
Um resultado de teste, sozinho, não é diagnóstico e não é laudo. A conclusão nasce da integração entre instrumentos, entrevista, história de vida e observação clínica, e é isso que a Resolução CFP nº 009/2018 exige.
A finalidade não é detalhe administrativo. Ela define o instrumento, o prazo e o tipo de documento. Uma avaliação feita para uma finalidade não serve automaticamente para outra.
Quando existe hipótese a confirmar ou descartar, como TDAH, TEA ou quadros de humor e ansiedade, e o quadro precisa ser descrito com precisão.
Procedimentos como a cirurgia bariátrica exigem parecer sobre condições emocionais, expectativas e adesão ao seguimento do pós-operatório.
Quando o desempenho escolar ou acadêmico caiu e é preciso descrever o que sustenta a dificuldade, para orientar escola e família.
Quando a decisão sobre curso, área ou transição está travada e a pessoa quer dados sobre interesses, aptidões e estilo de funcionamento.
Situações em que uma autoridade solicita parecer psicológico dentro de escopo definido, com os limites éticos explicitados desde o início.
Quando a pessoa quer um retrato técnico do próprio funcionamento, sem finalidade externa, apenas para orientar as próprias escolhas.
Quatro momentos, com o que acontece em cada um combinado de antemão.
A demanda vira pergunta avaliativa. Aqui também se define a finalidade, o escopo e quem vai receber o documento.
Seleção de instrumentos com parecer favorável no SATEPSI, aplicação nas condições previstas no manual e coleta de fontes complementares.
Correção, análise e cruzamento entre instrumentos, entrevista e história. É a etapa em que hipóteses concorrentes são testadas.
Encontro em que o resultado é explicado em linguagem comum, com entrega do documento previsto e orientações aplicáveis.
Antes de contratar qualquer avaliação, a Sessão de Orientação define a finalidade, a pergunta e o tipo de processo que responde a ela.
A Resolução CFP nº 006/2019 define os documentos que um psicólogo pode emitir. Pedir o documento errado é uma das causas mais comuns de retrabalho.
| Documento | O que é | Quando costuma ser o correto |
|---|---|---|
| Declaração | Registro simples de comparecimento, acompanhamento ou encaminhamento. Não descreve conteúdo clínico. | Você precisa comprovar que esteve em atendimento, sem revelar o que foi tratado. |
| Atestado psicológico | Afirmação objetiva sobre uma condição, a partir do que foi apurado, com fim específico. | É preciso atestar aptidão, impedimento ou necessidade de afastamento, dentro de um escopo estreito. |
| Relatório psicológico | Descrição do processo, dos procedimentos adotados e das conclusões, com fundamentação. | A demanda pede compreensão do funcionamento, com orientações para escola, família ou equipe. |
| Laudo psicológico | Documento conclusivo, resultado de uma avaliação psicológica formal, com fundamentação técnica completa. | A finalidade exige conclusão fundamentada, como em processos de saúde, jurídicos ou pré-cirúrgicos. |
A avaliação psicológica é uma das atividades mais reguladas da profissão, e isso é uma proteção para quem é avaliado.
São compromissos de processo. Nenhum deles antecipa resultado, porque antecipar resultado seria justamente o oposto de avaliar.
Nenhum instrumento é aplicado antes de a pergunta avaliativa estar escrita e combinada com você.
Antes de concluir, o processo tenta explicar os mesmos dados de outra maneira. Uma conclusão que não resistiu a isso não é conclusão.
Você recebe a explicação antes ou junto do documento, em linguagem comum, com espaço para perguntar.
O documento diz para que serve, a quem se destina e até onde vai. O que está fora do escopo fica fora do papel.
Uma animação de sete segundos mostra o que acontece quando atendimentos soltos passam a operar dentro de um mesmo plano.
Não. O teste é um instrumento dentro de um processo maior. A avaliação parte de uma pergunta, escolhe instrumentos capazes de responder àquela pergunta, integra os resultados com entrevista e história de vida e só então produz uma conclusão. Um resultado isolado de teste, sem essa integração, não é avaliação.
Depende da finalidade e da complexidade. Processos mais simples costumam ocupar de quatro a seis encontros, distribuídos em algumas semanas. Casos com mais fontes de informação levam mais tempo. O cronograma estimado é apresentado antes do início, e qualquer mudança é comunicada.
Sim, quando o documento é dirigido a você. A entrega vem acompanhada de devolutiva, que é o encontro em que o conteúdo é explicado em linguagem comum. A Resolução CFP nº 006/2019 prevê que a pessoa avaliada tem direito de conhecer o resultado.
Depende do instrumento e da finalidade. Parte dos testes tem validação apenas para aplicação presencial, e alguns têm normas específicas para o formato remoto. A definição é técnica e informada no primeiro encontro, nunca por conveniência de agenda.
Pode. Uma avaliação que só confirma o que já se queria ouvir não é avaliação. O compromisso técnico é com a pergunta, e a devolutiva existe justamente para que um resultado inesperado seja compreendido e não apenas recebido.
Somente quem a finalidade exige. O documento é entregue a você ou ao solicitante autorizado, dentro do escopo combinado. O material bruto, como protocolos e folhas de resposta, fica arquivado sob sigilo e não circula.
Não é obrigatório. Muitas avaliações começam por procura direta. Quando existe pedido médico, ele ajuda a delimitar a pergunta, o que costuma tornar o processo mais objetivo.
Os valores variam conforme o serviço, o formato e a duração do processo. Eles são informados por completo antes de qualquer agendamento, sem compromisso de continuidade. Os atendimentos são particulares e emitimos a documentação necessária para pedido de reembolso, quando essa possibilidade está prevista nas regras da sua operadora.
Essas duas finalidades exigem credenciamento específico junto aos órgãos competentes e não fazem parte do escopo da clínica. Nesses casos, orientamos procurar profissional credenciado para a finalidade.
A Sessão de Orientação identifica a finalidade, a pergunta e o tipo de processo que responde a ela.