Voltar para Serviços Processo estruturado · documento com finalidade

Avaliação Psicológica Uma pergunta clara merece uma resposta sustentada.

Ela não existe para rotular. Existe para responder, com método e instrumentos validados, a uma pergunta específica que alguém precisa responder.

Respondemos de segunda a sexta, das 8h às 18h.

5,0 no Google · 7 avaliações
Formato
Presencial, por instrumento
Duração
4 a 8 encontros
Entrega
Documento e devolutiva
Norma
CFP 006/2019 e 009/2018
Sala da Proprium com poltronas, mesa de apoio e plantas, iluminada por luz natural
O princípio

Avaliar não é medir. É responder

Existe uma confusão comum entre aplicar testes e avaliar. Aplicar um teste produz um número. Avaliar produz uma resposta a uma pergunta, e uma resposta só se sustenta quando vem de várias fontes que apontam para a mesma direção.

Por isso toda avaliação começa por uma etapa que parece burocrática e é decisiva: transformar a demanda em pergunta avaliativa. Alguém chega dizendo que quer saber se tem alguma coisa. A pergunta útil é outra: o que está atrapalhando, em que contextos, desde quando, e o que já foi descartado.

Da pergunta nascem as escolhas técnicas. Quais instrumentos, quantas entrevistas, quais fontes complementares, qual documento será produzido no final. Nada disso é decidido por hábito de consultório. É decidido pela pergunta.

Um resultado de teste, sozinho, não é diagnóstico e não é laudo. A conclusão nasce da integração entre instrumentos, entrevista, história de vida e observação clínica, e é isso que a Resolução CFP nº 009/2018 exige.

Finalidades

Para que costuma servir

A finalidade não é detalhe administrativo. Ela define o instrumento, o prazo e o tipo de documento. Uma avaliação feita para uma finalidade não serve automaticamente para outra.

01Saúde

Investigação diagnóstica

Quando existe hipótese a confirmar ou descartar, como TDAH, TEA ou quadros de humor e ansiedade, e o quadro precisa ser descrito com precisão.

02Saúde

Avaliação pré-cirúrgica

Procedimentos como a cirurgia bariátrica exigem parecer sobre condições emocionais, expectativas e adesão ao seguimento do pós-operatório.

03Educação

Dificuldades de aprendizagem

Quando o desempenho escolar ou acadêmico caiu e é preciso descrever o que sustenta a dificuldade, para orientar escola e família.

04Trabalho

Orientação profissional e de carreira

Quando a decisão sobre curso, área ou transição está travada e a pessoa quer dados sobre interesses, aptidões e estilo de funcionamento.

05Jurídico

Subsídio a processos, quando cabível

Situações em que uma autoridade solicita parecer psicológico dentro de escopo definido, com os limites éticos explicitados desde o início.

06Pessoal

Autoconhecimento estruturado

Quando a pessoa quer um retrato técnico do próprio funcionamento, sem finalidade externa, apenas para orientar as próprias escolhas.

Folha em branco presa por clipe sobre superfície de papel pardo, ao lado de uma caneta
O documento é o fim do processo, nunca o começo.Quem chega pedindo o laudo antes da pergunta costuma sair com um papel que não responde nada. A ordem importa.
Passo a passo

Como a avaliação é conduzida

Quatro momentos, com o que acontece em cada um combinado de antemão.

01

Entrevista inicial

A demanda vira pergunta avaliativa. Aqui também se define a finalidade, o escopo e quem vai receber o documento.

02

Escolha e aplicação

Seleção de instrumentos com parecer favorável no SATEPSI, aplicação nas condições previstas no manual e coleta de fontes complementares.

03

Integração dos dados

Correção, análise e cruzamento entre instrumentos, entrevista e história. É a etapa em que hipóteses concorrentes são testadas.

04

Devolutiva e documento

Encontro em que o resultado é explicado em linguagem comum, com entrega do documento previsto e orientações aplicáveis.

Não sabe qual documento a sua situação exige?

Antes de contratar qualquer avaliação, a Sessão de Orientação define a finalidade, a pergunta e o tipo de processo que responde a ela.

Agendar Sessão de Orientação Respondemos de segunda a sexta, das 8h às 18h.
Documentos

Os quatro documentos previstos, e o que cada um faz

A Resolução CFP nº 006/2019 define os documentos que um psicólogo pode emitir. Pedir o documento errado é uma das causas mais comuns de retrabalho.

DocumentoO que éQuando costuma ser o correto
DeclaraçãoRegistro simples de comparecimento, acompanhamento ou encaminhamento. Não descreve conteúdo clínico.Você precisa comprovar que esteve em atendimento, sem revelar o que foi tratado.
Atestado psicológicoAfirmação objetiva sobre uma condição, a partir do que foi apurado, com fim específico.É preciso atestar aptidão, impedimento ou necessidade de afastamento, dentro de um escopo estreito.
Relatório psicológicoDescrição do processo, dos procedimentos adotados e das conclusões, com fundamentação.A demanda pede compreensão do funcionamento, com orientações para escola, família ou equipe.
Laudo psicológicoDocumento conclusivo, resultado de uma avaliação psicológica formal, com fundamentação técnica completa.A finalidade exige conclusão fundamentada, como em processos de saúde, jurídicos ou pré-cirúrgicos.
Indicações

Quando avaliar, e quando o caminho é outro

A avaliação costuma ser indicada quando

  • Existe uma pergunta objetiva, com finalidade e destinatário definidos.
  • Um profissional de outra área precisa de parecer psicológico para decidir conduta.
  • Há hipótese diagnóstica que precisa ser confirmada ou descartada com método.
  • O desempenho escolar, acadêmico ou profissional caiu sem causa evidente.
  • Um procedimento de saúde exige avaliação prévia como condição.

Provavelmente o caminho é outro quando

  • A demanda é de acompanhamento contínuo do sofrimento. Nesse caso, psicoterapia.
  • A queixa central é cognitiva, de memória, atenção ou funções executivas. Nesse caso, avaliação neuropsicológica.
  • A expectativa é confirmar um diagnóstico já decidido de antemão.
  • A finalidade exige credenciamento específico, como porte de arma e trânsito.
Base técnica

As normas que governam o processo

A avaliação psicológica é uma das atividades mais reguladas da profissão, e isso é uma proteção para quem é avaliado.

Resolução CFP nº 009/2018Estabelece diretrizes para a realização de avaliação psicológica e define o que pode ser usado como instrumento. É a norma que exige integração de múltiplas fontes.
SATEPSISistema de Avaliação de Testes Psicológicos. Só entram no processo instrumentos com parecer favorável e dentro do prazo de validade da normatização.
Resolução CFP nº 006/2019Define os documentos escritos produzidos pelo psicólogo, o conteúdo obrigatório de cada um e o prazo de validade de cada tipo.
Resolução CFP nº 001/2009Regula o registro documental. Protocolos e folhas de resposta ficam arquivados sob sigilo pelo prazo previsto e não circulam junto com o documento.
Código de Ética ProfissionalResolução CFP nº 010/2005. Define o dever de informar a pessoa avaliada sobre finalidade, destino e alcance do que está sendo produzido.
4 a 8encontros na maior parte dos processos, conforme finalidade e complexidade
2 a 5instrumentos combinados, escolhidos pela pergunta e não por hábito
1devolutiva obrigatória antes da entrega de qualquer documento
5 anosprazo mínimo de guarda dos registros, sob sigilo, conforme a norma vigente
Compromissos técnicos

O que a Proprium garante em toda avaliação

São compromissos de processo. Nenhum deles antecipa resultado, porque antecipar resultado seria justamente o oposto de avaliar.

A pergunta vem antes do teste

Nenhum instrumento é aplicado antes de a pergunta avaliativa estar escrita e combinada com você.

Hipótese concorrente é testada

Antes de concluir, o processo tenta explicar os mesmos dados de outra maneira. Uma conclusão que não resistiu a isso não é conclusão.

A devolutiva é obrigatória

Você recebe a explicação antes ou junto do documento, em linguagem comum, com espaço para perguntar.

O escopo é declarado

O documento diz para que serve, a quem se destina e até onde vai. O que está fora do escopo fica fora do papel.

Uma imagem do processo

Ver como um cuidado disperso ganha direção

Uma animação de sete segundos mostra o que acontece quando atendimentos soltos passam a operar dentro de um mesmo plano.

Dúvidas frequentes

Perguntas que aparecem antes de começar

Não. O teste é um instrumento dentro de um processo maior. A avaliação parte de uma pergunta, escolhe instrumentos capazes de responder àquela pergunta, integra os resultados com entrevista e história de vida e só então produz uma conclusão. Um resultado isolado de teste, sem essa integração, não é avaliação.

Depende da finalidade e da complexidade. Processos mais simples costumam ocupar de quatro a seis encontros, distribuídos em algumas semanas. Casos com mais fontes de informação levam mais tempo. O cronograma estimado é apresentado antes do início, e qualquer mudança é comunicada.

Sim, quando o documento é dirigido a você. A entrega vem acompanhada de devolutiva, que é o encontro em que o conteúdo é explicado em linguagem comum. A Resolução CFP nº 006/2019 prevê que a pessoa avaliada tem direito de conhecer o resultado.

Depende do instrumento e da finalidade. Parte dos testes tem validação apenas para aplicação presencial, e alguns têm normas específicas para o formato remoto. A definição é técnica e informada no primeiro encontro, nunca por conveniência de agenda.

Pode. Uma avaliação que só confirma o que já se queria ouvir não é avaliação. O compromisso técnico é com a pergunta, e a devolutiva existe justamente para que um resultado inesperado seja compreendido e não apenas recebido.

Somente quem a finalidade exige. O documento é entregue a você ou ao solicitante autorizado, dentro do escopo combinado. O material bruto, como protocolos e folhas de resposta, fica arquivado sob sigilo e não circula.

Não é obrigatório. Muitas avaliações começam por procura direta. Quando existe pedido médico, ele ajuda a delimitar a pergunta, o que costuma tornar o processo mais objetivo.

Os valores variam conforme o serviço, o formato e a duração do processo. Eles são informados por completo antes de qualquer agendamento, sem compromisso de continuidade. Os atendimentos são particulares e emitimos a documentação necessária para pedido de reembolso, quando essa possibilidade está prevista nas regras da sua operadora.

Essas duas finalidades exigem credenciamento específico junto aos órgãos competentes e não fazem parte do escopo da clínica. Nesses casos, orientamos procurar profissional credenciado para a finalidade.

Não sabe qual documento a sua situação exige?

A Sessão de Orientação identifica a finalidade, a pergunta e o tipo de processo que responde a ela.

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